Entrevista com o fotógrafo Paulo Sacramento

6 12 2010

E aí pessoal, quem leu a descrição do meu perfil sabe que sou fascinado por fotografias.

Ultimamente, tenho tido um contato muito grande com um fotógrafo brasileiro que vive na Alemanha, ao qual aprendi a admirar, não apenas pelo jeito simples e divertido, mas por suas atitudes.

Foto: Allan Attridge

Paulo Sacramento, o fotógrafo criador do www.paulosacramento.com.br, onde ensina e dá dicas aos fotógrafos iniciantes, amadores e até profissionais, sobre o que evitar ou como conseguir bons resultados na arte da fotografia. O mais interessante é que o Paulo não o criou visando lucros, porém com o fim de dar apoio e ajudar aos fotógrafos novatos.

Neste fim de semana decidi mandar-lhe algumas perguntas, para saber mais sobre sua vida fotográfica. Bom, o resultado é este aí que se segue:

1 – Cara, o que te motivou, incentivou ou despertou seu ‘Q’ por fotografias?
Resposta: Desde criança fui interessado por desenhos animados e quadrinhos. Com 8 anos já brincava de tentar fazer animações 3D no computador. Comecei então, adolescente, a me interessar mais e mais por artes gráficas e design. Trabalhei muito com Corel e Photoshop. Nesse período, em um congresso de arte gráfica em Belo Horizonte, tive meu primeiro contato de verdade com a fotografia digital através de uma palestra. Aprendi algumas coisas sobre Photoshop e sobre como as câmeras digitais funcionam. Desde então sou fascinado por fotografia.

2 – Como adquiriu conhecimentos sobre fotografar, estudou, formou-se ou aprendeu ‘na raça’?
Resposta: Estudei História na universidade e fiz um curso técnico em informática, paralelamente. A grande maioria do que aprendi sobre fotografia veio da Internet e através de amigos.

3 – O que mais te inspira a fotografar?
Resposta: Ver fotos boas, em sites como o da National Geographic, The Big Picture (http://www.boston.com/bigpicture/) e The Frame (http://blogs.sacbee.com/)

4 – Qual seu gênero de fotografias favorito? (Retrato, Paisagem, shows…)
Resposta: Shows de música, teatro e fotografia de rua.

5 – Atualmente qual seu fotógrafo favorito? Digo qual tem mais a ver contigo?
Resposta: Henri Cartier-Bresson

6 – Quais seus segredos para uma boa foto?
Resposta: O poder que ela tem de contar uma história sem palavras.

7 – Que dica, além de estar sempre seu site, você dá aos fotógrafos iniciantes?
Resposta: Se cerquem de pessoas que também se interessam por fotografia. Essa é a melhor forma de aprender.

8 – Qual(is) equipamento(s) você não pode sair sem e porque?
Resposta: A Nikon D50 junto com a 50mm 1.8. A câmera é antiga, leve e simples. Só tem 5 pontos de autofoco. Gostou muito dela por causa disso. A 50mm é a minha lente predileta, por ter uma qualidade ótica absurda e por me permitir fazer imagens legais mesmo quando não há muita luz na cena.

9 – Desde quando fotografa profissionalmente?
Resposta: Desde 2005. Meus amigos da igreja começaram a se casar e eles precisavam de um fotógrafo. Eu estava no lugar certo, na hora certa.

10 – O que representa a fotografia pra você e qual o sentimento que se passa quando você tem a oportunidade de eternizar algo nela?
Resposta: A fotografia representa uma forma de me expressar. Congelar o tempo nos dá a oportunidade de parar e pensar. Refletir sobre coisas que vemos todo dia e muitas vezes nem sequer notamos.

11 – O que acha do mercado da fotografia, é possível o fotógrafo se dar bem com o avanço das máquinas digitais compactas?
Resposta: Acho meio difícil, visto que a qualidade ótica das lentes das DSLR é incomparavelmente melhor, na maioria dos casos. Chips mais inteligentes e sensores mais avançados não servem de nada, sem ótica boa de verdade.

12 – Qual sua visão sobre fotografia digital? Pra você o surgimento dela é bom ou ruim?
Resposta: O surgimento dela é excelente, na minha opinião. Fotografar já não exige tanto dinheiro, quanto antigamente.

13 – Qual a necessidade de um tratamento numa foto? Digo, é comum alguém experiente necessitar de softwares para alterar e tratar a foto, ou poucas as vezes, na sua visão, se fazem necessários trabalhos de pós-produção? Ou então como algumas pessoas pensam, acha que esse trabalho estraga a fotografia?
Resposta: Quando se fotografa em modo RAW, não existe a opção de não tratar a foto. A foto é feita para ser tratada. Ela é apenas a matéria bruta, da qual deve ser extraído o seu melhor. O que vemos hoje em dia é o termo “photoshopear” sendo usado como algo negativo. Há sempre uma conotação de falsificação. A verdade é que o Photoshop, enquanto ferramenta, pode ser usado de uma forma legal, ou de forma exagerada. Inserir ou retirar elementos de uma foto é, pra mim, na maioria das vezes, exagerado. Por outro lado, ajustar contraste (controlando os detalhes nas áreas claras/escuras), aumentar a nitidez e acertar o balanço de branco é algo que sempre tem que ser feito.

 

Aqui se seguem mais sobre o Paulo Sacramento para que possam conhecer esse cara que tem me ensinado e motivado mais para o lado fotográfico da vida.

ProtifólioFlickr :

Espero que tenham curtido e até a próxima.


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